Nas próximas linhas, vou contar um pouquinho da minha trajetória como Grande Tesoureiro do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil, função que estou ocupando atualmente. Tudo começou depois que recebi o convite do Ir. Marcelo Brito, quando iniciei meus trabalhos visitando a Sede Administrativa do SCODB, no Rio de Janeiro, e conheci os funcionários e Irmãos Marcelo Serqueira, Auri Gomes e Flávio Moraes, que muito contribuem para o bom funcionamento de nossa "máquina administrativa" há mais de duas décadas. De lá pra cá, não foi muito diferente de quando fui tesoureiro estadual, pois tinha muita coisa a ser resolvida também. Para quem não sabe, o Supremo Conselho teve várias fases desde a sua fundação, financeiramente falando. Primeiro, ele era patrocinado pelo Supremo Conselho do Grau 33, não pagava aluguel e ainda tinha vários funcionários sem gastar nada com eles. Depois, passou a alugar uma sede "própria", enfrentando em seguida uma triste cisão, que fez suas receitas despencarem consideravelmente. Na época, a única saída foi "pegar" dinheiro da antiga loja do SCODB, o "DeMolay Shop", para fazer os pagamentos das despesas administrativas da Sede. O resultado disso foi a "falência" da loja e um grande endividamento, algo em torno de R$ 180.000,00. Para atender a demanda dos seus filiados, o SCODB decidiu terceirizar a loja, passando o controle para a Editora Sete Virtudes, que passou a comercializar os produtos com a marca "DeMolay", a partir do ano de 2004. Neste momento, o Supremo Conselho mergulhava em crise e, graças a luta e trabalho incansável de alguns Grandes Mestres Nacionais e de outros valorosos irmãos, a dívida foi reduzida a "zero", tirando o SCODB do sufoco. Foi assim que recebi a tesouraria nacional: sem dívidas, mas quase sem controle nenhum das finanças, além de dados desatualizados nos órgãos públicos e processos administrativos da era "Monjardim", que fizeram as contas bancárias ser bloqueadas pela justiça posteriormente. Antes de tomar posse, elaborei um conjunto de planilhas interligadas, que utilizei para controlar as receitas e as despesas no decorrer da gestão, fazendo um relatório de mais ou menos 90 páginas por mês, com pelo menos 30 tipos de gráficos. Os obstáculos foram um pouco mais complicados do que os que enfrentei como Tesoureiro Executivo Estadual, mas acabei adquirindo uma experiência muito maior. O saldo que recebi da gestão anterior girava em torno de R$ 20.000,00, mas infelizmente quando chegou ao fim do ano, o Ir. Marcelo Brito teve que emprestar R$ 6.000,00 do próprio bolso para que pudéssemos pagar as contas, já que a projeção do saldo acumulado estava fixada em aproximadamente R$ 4.000,00 negativos. E assim aconteceu: fechamos o ano de 2009 com menos de R$ 2.000,00 em caixa, contando o valor do empréstimo. Desde o início da gestão, o trabalho da diretoria foi economizar e otimizar as finanças, com acompanhamento orçamentário mensal e, depois de um trabalho muito exaustivo, o resultado final foi um saldo positivo de mais de R$ 108.000,00 líquidos no caixa. No dia da prestação de contas da gestão, comemorávamos o saldo "inusitado" que o Supremo Conselho jamais tinha visto e fiquei muito feliz quando apresentei o relatório final aos Grandes Mestres Estaduais, que aplaudiram de pé os trabalhos da Gestão 2009/2010, com muita alegria. Concomitantemente, a Editora Sete Virtudes tinha manifestado o desejo de finalizar a parceria entre ela e o SCODB, e só conseguimos reabrir a "Loja DeMolay" graças ao resultado financeiro apresentado no Congresso Nacional em Balneário Camboriú. Assim, acredito que consegui cumprir o meu objetivo de organizar a Tesouraria Nacional, assim como no GCE-SP. Neste segundo mandato como Grande Tesoureiro, eu e o Ir. Wilson Junior, Grande Mestre Nacional, modificamos todo o sistema da tesouraria com a adoção de um gerenciador financeiro, que deixou a Sede Administrativa do Supremo Conselho um pouco menos dependente do Grande Tesoureiro, além de ter facilitado e agilizado nossa rotina administrativa. Ao longo dos anos, o Supremo Conselho teve vários Grandes Tesoureiros, mas todos eram do Rio de Janeiro. Como primeiro paulista a ocupar tal função, me sinto privilegiado, ainda mais sendo do interior, pois isso acaba mostrando que é possível qualquer um ajudar e participar da estrutura administrativa da Ordem DeMolay, independente do seu estado ou município. Mais ainda, sou eternamente grato, pois passei a ter uma visão "macro" da Ordem DeMolay brasileira nestes quase dois anos de atividades no SCODB, conhecendo muitos irmãos em quase todos os estados da federação, com culturas totalmente diferentes do que estou acostumado no estado dos bandeirantes. Isso sem falar da história do SCODB desde a sua fundação, que tive a honra de ouvir de muitas pessoas importantes, em especial do Ir. Marcelo Serqueira, a "história viva" da Ordem DeMolay brasileira, depois do Tio Alberto Mansur, é claro!
Assembléia Geral do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil


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