terça-feira, 8 de março de 2011

ATIVIDADES NO SUPREMO CONSELHO

Nas próximas linhas, vou contar um pouquinho da minha trajetória como Grande Tesoureiro do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil, função que estou ocupando atualmente. Tudo começou depois que recebi o convite do Ir. Marcelo Brito, quando iniciei meus trabalhos visitando a Sede Administrativa do SCODB, no Rio de Janeiro, e conheci os funcionários e Irmãos Marcelo Serqueira, Auri Gomes e Flávio Moraes, que muito contribuem para o bom funcionamento de nossa "máquina administrativa" há mais de duas décadas. De lá pra cá, não foi muito diferente de quando fui tesoureiro estadual, pois tinha muita coisa a ser resolvida também. Para quem não sabe, o Supremo Conselho teve várias fases desde a sua fundação, financeiramente falando. Primeiro, ele era patrocinado pelo Supremo Conselho do Grau 33, não pagava aluguel e ainda tinha vários funcionários sem gastar nada com eles. Depois, passou a alugar uma sede "própria", enfrentando em seguida uma triste cisão, que fez suas receitas despencarem consideravelmente. Na época, a única saída foi "pegar" dinheiro da antiga loja do SCODB, o "DeMolay Shop", para fazer os pagamentos das despesas administrativas da Sede. O resultado disso foi a "falência" da loja e um grande endividamento, algo em torno de R$ 180.000,00. Para atender a demanda dos seus filiados, o SCODB decidiu terceirizar a loja, passando o controle para a Editora Sete Virtudes, que passou a comercializar os produtos com a marca "DeMolay", a partir do ano de 2004. Neste momento, o Supremo Conselho mergulhava em crise e, graças a luta e trabalho incansável de alguns Grandes Mestres Nacionais e de outros valorosos irmãos, a dívida foi reduzida a "zero", tirando o SCODB do sufoco. Foi assim que recebi a tesouraria nacional: sem dívidas, mas quase sem controle nenhum das finanças, além de dados desatualizados nos órgãos públicos e processos administrativos da era "Monjardim", que fizeram as contas bancárias ser bloqueadas pela justiça posteriormente. Antes de tomar posse, elaborei um conjunto de planilhas interligadas, que utilizei para controlar as receitas e as despesas no decorrer da gestão, fazendo um relatório de mais ou menos 90 páginas por mês, com pelo menos 30 tipos de gráficos. Os obstáculos foram um pouco mais complicados  do que os que enfrentei como Tesoureiro Executivo Estadual, mas acabei adquirindo uma experiência muito maior.  O saldo que recebi da gestão anterior girava em torno de R$ 20.000,00, mas infelizmente quando chegou ao fim do ano, o Ir. Marcelo Brito teve que emprestar R$ 6.000,00 do próprio bolso para que pudéssemos pagar as contas, já que a projeção do saldo acumulado estava fixada em aproximadamente R$ 4.000,00 negativos. E assim aconteceu: fechamos o ano de 2009 com menos de R$ 2.000,00 em caixa, contando o valor do empréstimo. Desde o início da gestão, o trabalho da diretoria  foi economizar e otimizar as finanças, com acompanhamento orçamentário mensal e, depois de um trabalho muito exaustivo, o resultado final foi um saldo positivo de mais de R$ 108.000,00 líquidos no caixa. No dia da prestação de contas da gestão, comemorávamos o saldo "inusitado" que o Supremo Conselho jamais tinha visto e fiquei muito feliz quando apresentei o relatório final aos Grandes Mestres Estaduais, que aplaudiram de pé os trabalhos da Gestão 2009/2010, com muita alegria. Concomitantemente, a Editora Sete Virtudes tinha manifestado o desejo de finalizar a parceria entre ela e o SCODB, e só conseguimos reabrir a "Loja DeMolay" graças ao resultado financeiro apresentado no Congresso Nacional em Balneário Camboriú. Assim, acredito que consegui cumprir o meu objetivo de organizar a Tesouraria Nacional, assim como no GCE-SP. Neste segundo mandato como Grande Tesoureiro, eu e o Ir. Wilson Junior, Grande Mestre Nacional, modificamos todo o sistema da tesouraria com a adoção de um gerenciador financeiro, que deixou a Sede Administrativa do Supremo Conselho um pouco menos dependente do Grande Tesoureiro, além de ter facilitado e agilizado nossa rotina administrativa. Ao longo dos anos, o Supremo Conselho teve vários Grandes Tesoureiros, mas todos eram do Rio de Janeiro. Como primeiro paulista a ocupar tal função, me sinto privilegiado, ainda mais sendo do interior, pois isso acaba mostrando que é possível qualquer um ajudar e participar da estrutura administrativa da Ordem DeMolay, independente do seu estado ou município. Mais ainda, sou eternamente grato, pois passei a ter uma visão "macro" da Ordem DeMolay brasileira nestes quase dois anos de atividades no SCODB, conhecendo muitos irmãos em quase todos os estados da federação, com culturas totalmente diferentes do que estou acostumado no estado dos bandeirantes. Isso sem falar da história do SCODB desde a sua fundação, que tive a honra de ouvir de muitas pessoas importantes, em especial do Ir. Marcelo Serqueira, a "história viva" da Ordem DeMolay brasileira, depois do Tio Alberto Mansur, é claro!

 Assembléia Geral do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil
Belo Horizonte/MG, 27 de novembro de 2010, Gestão 2010/2011

segunda-feira, 7 de março de 2011

GRANDE CAPÍTULO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Como muitos devem ter conhecimento, tive a oportunidade de exercer a função de Tesoureiro Executivo Estadual no Grande Capítulo do Estado de São Paulo, durante a gestão 2007/2008. A tarefa não foi das mais fáceis, mas me trouxe muitas experiências, além do que eu poderia imaginar. Naquela época, o GCE-SP tinha três anos de existência e estava em pleno crescimento, surgindo então uma grande necessidade de se tomar algumas medidas administrativas a fim de manter a ordem e a eficiência em seus trabalhos. Antes mesmo da posse, foi realizada em São Paulo uma reunião especial para discussão do plano gestor a ser adotado entre os futuros membros da diretoria. Neste dia, já havia me preparado para tal reunião e já tinha elaborado o orçamento anual e um conjunto de mais de 70 planilhas com o objetivo de sanear as finanças, dividindo as receitas por regiões e os custos por categorias e "unidades administrativas". Dessa forma, ficaria mais fácil controlar de onde vinha e para onde ia todo o dinheiro, evitando assim alguns desperdícios. Além destas medidas, planejei um novo sistema para reembolsos de viagens às autoridades, com a exigência de um relatório de viagem e de um certificado de presença, visando aumentar a credibilidade do GCE. Logo no início dos trabalhos, verifiquei a necessidade de regularizar a situação do Grande Capítulo junto às repartições públicas, e também de entregar as declarações de Imposto de Renda e outras declarações que estavam em atraso, além de atualizar a conta bancária que o GCE possuía no Banco Bradesco. Como a agência do Sacomã ficava muito distante da Sede Administrativa, eu e o Ir. Cleber Delalibera, à época Grande Mestre Estadual, decidimos transferir a conta para a agência Central, a fim de facilitar nossos trabalhos, reduzindo a distância para 50 metros. Outra medida que tomamos foi implantar o sistema de boleto bancário como única fonte de recebimento de contribuições de iniciações, investiduras e regularizações anuais dos irmãos, sabendo que a "modalidade" de depósitos bancários já não era tão eficiente como antes, quando o GCE-SP era menor. Tentamos implantar o sistema direto no SISDM, mas infelizmente não foi possível porque o programa não estava preparado para isso.  No fim da gestão, o Ir. Fábio Alexandre Gomes me procurou para conversar e me fez um novo convite para continuar no cargo quando fosse Grande Mestre Estadual, mas por alguns problemas de saúde  não pude aceitar naquela ocasião. Mesmo assim, acompanhei de longe os trabalhos do  Ir. Fábio Monção, que fez um excelente trabalho à frente da Tesouraria Executiva Estadual. Fico feliz por ter tido a oportunidade de ajudar a colocar a "casa em ordem" e o resultado foi bastante visível e satisfatório na época. Quando apresentei a prestação de contas para as mais de 800 pessoas presentes no Congresso Estadual de Santos, fiquei satisfeito com a repercussão e saí de lá com a sensação de dever cumprido. Naquele mesmo dia, o Ir. Marcelo Brito, então futuro Grande Mestre Nacional, me fez um convite para ocupar o cargo de Grande Tesoureiro do SCODB durante o seu mandato e o Ir. César Venâncio me chamou para voltar à tesouraria do GCE-SP quando fosse investido no cargo de Grande Mestre Estadual. Por saber que o Supremo Conselho estava muito bagunçado financeiramente e ver que o GCE-SP já estava bem mais organizado, resolvi aceitar o convite do Ir. Marcelo Brito. Cheguei a acreditar que o trabalho fosse um pouco mais tranquilo no SCODB, já que eram e ainda são os Grandes Capítulos que recebem todas as receitas e depois repassam, mas o tempo me provou o contrário. Infelizmente, nenhum Grande Capítulo conseguiu chegar ao nível de organização do GCE-SP e, exatamente por isso e por outras coisas, foi um ano de muita luta, que vou contar um pouquinho nos próximos "posts".

Informativo "Bandeirante", edição 4, abril de 2008
(clique na imagem para ampliá-la)

domingo, 6 de março de 2011

CERIMÔNIAS ESPECIAIS

COLINA - Com muita satisfação estive presente na cerimônia de investidura e posse dos novos Oficiais do Capítulo "Fraternidade e Carinho" nº 88, da cidade de Colina, no mês passado. Pude reencontrar muitos irmãos antigos, da minha época como Mestre Conselheiro e de vários outros "demossauros" iniciados há mais de 20 anos. Além do engraçadíssimo "Troféu DeMolay Quebra Tudo" que o valoroso Ir. Cacá recebeu, tive a alegria em ver que os Colégios Alumni da região estão funcionando a pleno vapor. Parabéns ao Irmão Alessandro Calil pela posse como Presidente do Colégio e ao Irmão Cacá pelo posto de Mestre Conselheiro do Capítulo "Fraternidade e Carinho" nº 88!

BEBEDOURO - Também, com muita alegria, presenciei mais uma cerimônia de posse do Capítulo "Bebedouro" nº 161. Foi interessante ver o Irmão Rafael, da cidade de Colina, receber o título de membro honorário, inédito em toda a região. Com um Colégio Alumni forte, o Capítulo teve a oportunidade de investir o Irmão Sênior Thiago Ravazi como Presidente. Outro momento marcante foi quando o Colégio "premiou" o antigo Mestre Conselheiro com o diploma "DeMolay Superação", por seus excelentes serviços prestados quando estava à frente dos trabalhos. Muito sucesso ao Irmão Otávio, novo Mestre Conselheiro do Capítulo, e ao Irmão Thiago, Presidente do Colégio.