segunda-feira, 7 de março de 2011

GRANDE CAPÍTULO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Como muitos devem ter conhecimento, tive a oportunidade de exercer a função de Tesoureiro Executivo Estadual no Grande Capítulo do Estado de São Paulo, durante a gestão 2007/2008. A tarefa não foi das mais fáceis, mas me trouxe muitas experiências, além do que eu poderia imaginar. Naquela época, o GCE-SP tinha três anos de existência e estava em pleno crescimento, surgindo então uma grande necessidade de se tomar algumas medidas administrativas a fim de manter a ordem e a eficiência em seus trabalhos. Antes mesmo da posse, foi realizada em São Paulo uma reunião especial para discussão do plano gestor a ser adotado entre os futuros membros da diretoria. Neste dia, já havia me preparado para tal reunião e já tinha elaborado o orçamento anual e um conjunto de mais de 70 planilhas com o objetivo de sanear as finanças, dividindo as receitas por regiões e os custos por categorias e "unidades administrativas". Dessa forma, ficaria mais fácil controlar de onde vinha e para onde ia todo o dinheiro, evitando assim alguns desperdícios. Além destas medidas, planejei um novo sistema para reembolsos de viagens às autoridades, com a exigência de um relatório de viagem e de um certificado de presença, visando aumentar a credibilidade do GCE. Logo no início dos trabalhos, verifiquei a necessidade de regularizar a situação do Grande Capítulo junto às repartições públicas, e também de entregar as declarações de Imposto de Renda e outras declarações que estavam em atraso, além de atualizar a conta bancária que o GCE possuía no Banco Bradesco. Como a agência do Sacomã ficava muito distante da Sede Administrativa, eu e o Ir. Cleber Delalibera, à época Grande Mestre Estadual, decidimos transferir a conta para a agência Central, a fim de facilitar nossos trabalhos, reduzindo a distância para 50 metros. Outra medida que tomamos foi implantar o sistema de boleto bancário como única fonte de recebimento de contribuições de iniciações, investiduras e regularizações anuais dos irmãos, sabendo que a "modalidade" de depósitos bancários já não era tão eficiente como antes, quando o GCE-SP era menor. Tentamos implantar o sistema direto no SISDM, mas infelizmente não foi possível porque o programa não estava preparado para isso.  No fim da gestão, o Ir. Fábio Alexandre Gomes me procurou para conversar e me fez um novo convite para continuar no cargo quando fosse Grande Mestre Estadual, mas por alguns problemas de saúde  não pude aceitar naquela ocasião. Mesmo assim, acompanhei de longe os trabalhos do  Ir. Fábio Monção, que fez um excelente trabalho à frente da Tesouraria Executiva Estadual. Fico feliz por ter tido a oportunidade de ajudar a colocar a "casa em ordem" e o resultado foi bastante visível e satisfatório na época. Quando apresentei a prestação de contas para as mais de 800 pessoas presentes no Congresso Estadual de Santos, fiquei satisfeito com a repercussão e saí de lá com a sensação de dever cumprido. Naquele mesmo dia, o Ir. Marcelo Brito, então futuro Grande Mestre Nacional, me fez um convite para ocupar o cargo de Grande Tesoureiro do SCODB durante o seu mandato e o Ir. César Venâncio me chamou para voltar à tesouraria do GCE-SP quando fosse investido no cargo de Grande Mestre Estadual. Por saber que o Supremo Conselho estava muito bagunçado financeiramente e ver que o GCE-SP já estava bem mais organizado, resolvi aceitar o convite do Ir. Marcelo Brito. Cheguei a acreditar que o trabalho fosse um pouco mais tranquilo no SCODB, já que eram e ainda são os Grandes Capítulos que recebem todas as receitas e depois repassam, mas o tempo me provou o contrário. Infelizmente, nenhum Grande Capítulo conseguiu chegar ao nível de organização do GCE-SP e, exatamente por isso e por outras coisas, foi um ano de muita luta, que vou contar um pouquinho nos próximos "posts".

Informativo "Bandeirante", edição 4, abril de 2008
(clique na imagem para ampliá-la)

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